sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Prova de presença



Alguns pediram para eu registrar foto na academia. Como estou no início das atividades, mal consigo segurar as pernas, quanto mais a câmera do celular. Por isso pedi ajuda da profe queridíssima Lidiane Stochero para fazer o registro. Taí Daniel. Provado que eu estou na academia mesmo. Ahh, para sanar dúvidas. Eu sou a bola de preto, até porque o preto emagrece! Kkk
Aliás, esse negócio de segurar “coisas” na academia é para os fortes né? Pensa que tem gente que vai com o celular, fone de ouvido, toalha, garrafa marciana... E tem os ousados que levam bolsinha porta tudo dentro. É claro que gordo não consegue nada disso. A gente vai com a própria capa de gordura, uma toalhinha de lavabo (que são bem menores), a ficha do programa, a chave do armário, a garrafa (normal) de água. Também é claro que a gente vai esquecendo isso tudo meio espalhado em cada canto da academia. Agora eu sei: sou gorda, descoordenada e esquecida. Sai fora Alzheimer!




Você vai na academia para quê?







Eu faço academia no horário de menor movimento. No início da tarde. Horário também muito utilizado por pessoas da melhor idade. O fato é que esse pessoal maduro que pratica academia é muito ativo, disciplinado e tem umas velhinhas lá que puxam ferro mesmo! Não é brincadeira. Tem gente de 60, 70 e 80 anos na academia que me deixa mais envergonhada do que o fato de eu ser gorda. Sou uma gorda sedentária. Mole, molenga. Também tem velhinho que vai na academia paquerar as velhinhas essas que puxam ferro. É sério! Vê-los é mais divertido do que a música da academia e os programas de TV que passam naquele horário e nos obrigam a ver durante a malhação. É sobre um velhinho desses, paqueradores, que gostaria de falar agora. Ele é magrinho e tem uma aparência de fraquinho. Ele mais conversa com as velhinhas do que malha. Quando decide malhar para dar aquela disfarçadinha básica, costuma descansar durante o exercício. Nessa semana ele fez uns abdominais e resolveu ficar deitadinho com os olhinhos fechados. Descansando é claro. Bem do lado da esteira que eu estava utilizando. Ficou lá... Passou uns cinco minutos. Passou 10, 15. E nada. Resolvi dar uma cutucadinha com o pé no velhinho, só para garantir que era descanso. (vai que a criatura morre lá?!). Ele abriu os olhos, descompromissado. Sorriu. Levantou devagar e se foi. Malhar? Que nada, foi passar a conversinha em uma das velhinhas do peso! Pode?

Garrafas misteriosas



Outra coisa que me intriga em academia é o misterioso líquido que os instrutores e as gentes saradas usam supostamente (ou sabe-se lá para quê), para se hidratar. Até porque magro em academia parece que não sente sede. Bebe aos golinhos, moderadamente como se fosse mais um hábito saudável do que uma necessidade alucinada de injetar água no bucho como nós gordos. Bom, o fato é que usam umas garrafinhas que acredito - foram compradas em Marte. Elas têm dois bicos, outras duas entradas com acesso para qualquer coisa que parece suporte para gelo e se facilitar, mais um anexo para ventilar. Garrafas multibicos, multitampas, multiacessos. Uhul! Também tem o mistério da chacoalhadinha antes de beber. Deve ter algo lá dentro da garrafinha marciana que é mais denso e exige esse agito antes para misturar. Hummm, fico pensando: o quê, mistura com o quê e dá esse ar de um líquido sublime que deve ser consumido aos golinho módicos e depois inevitavelmente quem bebeu faz: “Ahhhhhhhh”! Não é estranho. 

O que será que tem na garrafinha de Marte? Mistério...



Faça certo!



Eu não consigo entender porque tem sempre dois, três ou mais instrutores na academia, supervisionando o andamento dos exercícios da galera, mas esse povo sempre, EU DIGO SEMPRE, nos corrige quando a gente está no final da terceira série de três?
É mais ou menos assim: 3 vezes de 12 supra bosú (bosú é aquela meia bola utilizada em exercícios de pilates). Isso quer dizer que é para você, o gordo em questão, colocar a ponta do seu bunbunzão na quase volta final da bolinha de bosú. Deitar com o tronco no restante da meia bola, flexionar o joelho com os pés no chão e fazer força abdominal para subir. Depois, deitar novamente e subir e assim três vezes de 12 atividades cada série. Entendeu? Bom, aí você com aquela banha toda - primeiro tenta se equilibrar na bolinha. Achar o lugar certo para encaixar a “busanfinha”. Depois rezar para não morrer a cada subida. E está lá você no número 8 da terceira série, já no meio da Ave Maria de agradecimento por ter sobrevivido quando vem um daqueles dois ou três instrutores direto em ti para avisar: “não, não é assim. Você está fazendo errado. Este exercício tem que doer mais para cima ou mais para baixo no abdômen”... (Fala sériooooo! Que gordo tem abdômen?? Teria que tirar umas quantas capas de gordura para encontrar isso que chamam de abdômen!). “Você tem que colocar o bumbum aqui olha”! E aí a figura magrinha, saradinha deita levemente no infame do bosú, coloca suavemente o dorso na bolinha macia e sobe; e desce. Tudo tranquilo, sem esforço.  Sem a barriga nem tremer.  Pelo amor.
Porque Santo Deus eles sempre nos corrigem quando a gente está no final do exercício?! E o pior, agora ficam do teu ladinho, contando: 1, 2, 3, 4, 5..... Socorroooooo!  



Vai um lanchinho?



O meu lanche (aquele da dieta que deve vir junto com a academia sabe?!) é duas maçãs. Porque gordo mesmo não confia em maçã. Uma não é confiável. Duas para garantir...
Quem vive de maçã???? Socorro!
É claro que eu já comi as duas de uma vez só para não passar fome de manhã.