quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Mudou a ficha


Hoje trocou o meu treino. Só passei aqui para registrar a informação, porque não tenho condições de falar mais nada. Treme o braço. Treme o pânceps, treme o pescoço. Treme a perna.



Cheguei em casa e penso se tomo banho ou me seco. Os dois eu acho que não vai dar...

Ligo a TV para distrair e está passando Flashdance. Isso mesmo. Aquele filme da década de 80 com a louca da Jennifer Beals no papel da Alexandra Owens que dança como uma lagartixa ensaboada, com passinhos, pulinhos, saltos e evoluções. É para matar né?
Se eu pudesse, juro que “dava na cara dela”. Se meu braço aguentasse, queria eu jogar aquele balde de água!


Bom, vou logo ali doer um pouco. Amanhã a gente conversa (se eu conseguir levantar até lá).




P.S.  A única coisa boa disso tudo é que hoje não vai ter café no final do dia aqui em casa. Não consigo segurar a xícara...

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Play list do dia

Já que música de academia nunca agrada a todos, vou fazer a minha própria play list impulsionada pelos sentimentos atuais.



Vai lá minha top 10 para academia:


1 –Deixa a vida me levar,  Zeca Pagodinho. Essa é para aqueles momentos em que a gorda abstrai no treino e finge que está no bar comendo batatinha e tomando cerveja.

2 – Poker Face,  Lady Gaga. Para lembrar que a cantora é magra e nem por isso é linda.

3- Firework, da Katy Perry. Essa é para embalar os momentos em que a sua cabeça esquenta tanto que parece fogo de artifício.

4 – Malandramente, MC Nandinho. Quando você disfarça que fez 25 abdominais, mas só fez 22 e sai de fininho antes que te vejam.

5 – 50 Reais, Naiara Azevedo. Quando você pensa em desistir, mas lembra que já pagou pelo mês todinho.

6- Não se Reprima, Menudo.  “Canta, dança, grita. Oh, oh, oh”...



7 – Datemi Um Martello, Rita Pavone. Naquele momento que dá vontade de avançar em que te diz pela milésima vez que o exercício deve ser feito de outro jeito!

8-  Vamos fugir, Gil ou Skank. Para embalar os pensamentos malévolos de nunca mais voltar...

9 – Chocolate, Tim Maia – Dispensa explicações...





10 – Adocica, Beto Barbosa – para sair em alto estilo dançando lambada rumo à padaria mais próxima!



sábado, 27 de agosto de 2016

Cuidado com o cabelo

Ahhhh, o cabelo na academia é outro tema que habita meus pensamentos... Todos sabemos que o cabelo é uma paixão. Em alguns casos, uma verdadeira obsessão. Pois é. Comigo também. Eu agora estou de cabelo novo. Luzes e coloração periódica para manter a raiz em dia. Só que essa beleza que fica em cima da cabeça exige muitos cuidados. Lavar diariamente, xampu especial, condicionador top, óleo de argan antes e depois de secar os fios. Eu sei que esse ritual é uma constante na vida moderna de muita gente. Homens e mulheres que amam suas madeixas. Aliás, essa relação intrínseca das pessoas com seus cabelos é antiga pra caramba. Tem até o Absalão, o irmão do rei Salomão. Aquele mesmo que era bem sabido, filho de Davi. Bom, o fato é que o Absalão estava mais para Wesley Safadão da antiguidade.
 
 
Ele andava livre, leve e solto – galopando no seu cavalo turbinado quando a melena farta e vibrante - que dizem que possuía, enroscou no galho de uma árvore e ele moooorreu. Depois teve o Sansão, que por sinal, era o irmão do meio dessa família de cabeludos – que perdeu a força quando a danada da Dalila cortou o cabelo dele.
Isto posto, vamos ao que interessa na questão. A gordinha aqui, também atenta a sua vibrante cabeleira, vai para a academia e derrete (gordo não transpira....)! O cabelo fica todo encharcado. É uma trabalheira do cão. Faz todo o processo de lava, ensaboa, enxagua, empapa de cremes e seca. Duas vezes ao dia???? Literalmente, é muito para a minha cabeça!
Só para afrontar o povo do cabelo cuidado que está malhando, tem um instrutor que chama a atenção de todos pelo cabelo cheio de estilo. Todos perguntam quanto tempo ele gasta arrumando a cabeleira. E eu? É claro... perguntei também.  O professor Ismael é, bem humorado e com o cabelo que é do caramba! Eu fico só imaginando como ele deve fazer quando treina com todo aquele senta, deita, rola, finge de morto que a gente se submete toda vez que malha.
 
 

 
Ele respondeu que não demora nada. Modesto hein? É como aquelas modelos ou atrizes, magras, lindas, definidas, maravilhosas que respondem sempre que não fazem nada para ficar assim. Comem de tudo e nem malham muito. Ah, tá. Só que não!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Encontrai o caminho do meio


Já falei aqui sobre as conversinhas de academia, mas preciso voltar ao assunto. Faz alguns dias que percebo um outro público que também sente necessidade de falar sobre suas questões e não é aquele que quer cortar alimentos, mesmo sem precisar.

É uma turma mais madura. Normalmente mulheres. Elas são uma espécie de Angelina Jolie brasileira. Essa, muito prevenida, tirou os seios para evitar o câncer de mama que é genético na família dela. Não quero  entrar no mérito, mas vamos combinar que é uma medida drástica. Então, esse grupo de mulheres na faixa dos 50 a 60 anos da academia, também está muito prevenido.

Tem uma senhora que só fala que não come salame, não come pão, não come massa, não come frios (nem quentes!), não como nada. Toma muita água, salada sem tempero e sementes. Foram tantos dias dessa conversa que não aguentei e fui lá saber o motivo. O papo era assim: “eu adoro salame, mas meu médico proibiu. Adoro arroz, pão e polenta, mas meu médico proibiu”. De cara eu já queria saber logo o nome do médico para garantir de nunca marcar uma consulta com ele! Depois, fiquei sabendo que não era bem assim. Ela tem um problema de família que as pessoas morrem do coração. Morrem cedo. Na casa dos 60. Ela, por isso, decidiu com 50 (mesmo com os exames ótimos) não comer mais nada e malhar muitoooooo. Só que fica infeliz.


Buda, que era “o cara” da época dele,  já dizia sobre o caminho do meio que leva à libertação...
Nossa Senhora das Academias, nos livre da avareza alimentar! Um tantinho de vinho, uma provinha de salame Serrano, uma azeitona de vez em quando, um chop bem gelado e até um radicci com bacon (tem verde, não me condenem!) não vai adiantar ou postergar a morte. E também, o que adianta viver mais, sem viver?




Daqui um pouco, vão querer malhar na funerária. Num anexo, quem sabe...

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Minha história com o agachamento

Tem coisas sem explicação. Uma delas é o modo como cada instrutor de academia orienta o aluno. No caso, o gordinho. No lugar que frequento, tem muitos instrutores. São cinco em média naquele horário. Cada um ensinou o jeito “certo” de fazer agachamento. Aquele exercício funcional que serve para definir e aumentar o bumbum e as pernas. Agora pensa num gordinho turbinado com bumbum e pernas mais salientes (credo!).
O agachamento consiste basicamente em manter o peito levemente projetado para a frente. O abdômen contraído, os joelhos paralelos – sem ultrapassar a linha dos pés. A cabeça deve ficar proeminente, olhando para frente, as costas retas acompanhando a curva do glúteo, o quadril deve ser jogado para trás. O bumbum tem que descer o máximo possível como se você fosse  sentar e os pés devem estar um pouco mais afastados do que a largura dos ombros. Aprendeu? Eu achei que sim. Já estou fazendo isso há um mês. Já fazia de outras vezes na academia. Quando retomei, fui cumprir a série de agachamentos nessa posição humilhante bem no meio da academia, com o bumbum aparecendo mais que “laranja de amostra” quando um dos cinco instrutores me enxergou. Veio todo solícito e saiu com aquela:  “não é assim. Eu vou te explicar. Tem que manter o peito levemente para a frente, contrai o abdômen, deixa os joelhos em paralelo sem ultrapassar a linha dos pés. A cabeça fica proeminente olhando para a frente, as costas retas mantendo a curva do glúteo com o quadril sendo jogado para trás. O bumbum tem que descer ao máximo como se você fosse sentar e os pés mantidos um pouco mais afastados do que a largura dos ombros”.  E assim, ele me explicou sucessivamente mais quatro vezes. Cada vez que eu mostrava que já tinha aprendido, fazia mais uma série de oito. No final, eu já me sentia uma verdadeira cidadã boliviana de Cochabamba.

Ai, eu quero minhas pernas de volta!!!!!



A Jurema

Para um gordinho, pior do que tomar a iniciativa e ir para a academia é faltar um dia (ou dois, confesso!) e depois...  ir para a academia!
Sei que desistir, faltar, sucumbir, faz parte do processo de “reabilitação” do gordinho, mas nem é isso. A vida está muito corrida. Incluir na rotina, na agenda do dia – mais esse compromisso, também é desafiante. Banco, trabalho extra, mercado. Tudo converge para você não ir. Você comete uma falta de nada é agora tem todos os Gremlins  (aqueles bichinhos do filme do Spilberg) no seu ouvido com o “blá, blá, blá” que agora não dá nem para entender, mas que você sabe que são argumentos muito válidos para não ir nunca mais!
É claro que você vai. E sente como se não tivesse nem começado. Dói tudo novamente.
Nessa situação de retomada, tudo na academia ganha um aspecto maior, caricaturado. Ontem, por exemplo, ficou claro a disputa por alguns aparelhos. Eu sempre fico de olho em uma bicicleta retinha, linda, querida, amiga dos gordinhos. Ela tem um painel lindinho que funciona. Marca tudo o que um gordinho quer saber nessas horas: o tempo e a intensidade. O resto não interessa. Assim, você gordinho, só precisa se preocupar com esses dois indicadores e viajar em seus pensamentos. Óbvio que tem várias outras bicicletas, mas duas são horizontais (apropriadas para gestantes, pessoas com problemas nas costas ou pescoço e idosos). É como se fossem feitas para quem quer deitar ao pedalar. Tem o modelo spinning, que são a maioria nas academias. Essas simulam subidas, descidas e só os fortes podem usar. E tem aquela belezinha que mencionei. Vertical, bela, bonita e recatada. Todo o povo do meu horário quer usá-la. A gente faz os exercícios do programa e intercala com a bicicleta. Eu até já dei um nome para ela. É a Jurema. A bike tem cara de Jurema. Um nome simples, curto, bonito, elegante, amigo. Pronto. A Jurema é muito disputada. Ontem eu tive que voltar, treinar e deixar a Jurema com outros. Só ficar olhando. Ai que dó! Era quase um caso de traição. Eu ali, na esteira maluca da frente, olhando a Jurema com outros. Nós duas já passamos por tantas nesse mês de início de academia...

Tchau Jurema. Amanhã a gente se vê!



O tempo não passa na academia



Já que estamos no assunto do tempo, os relógios pendurados nas academias ou levados conosco, estão sub judice de  Chronos, o senhor do tempo eterno e imortal. Não tem outra explicação. É como se ao entrar na academia, o tempo passasse de um jeito diferente. Para os sarados, imagino que o relógio deva parecer acelerado. Para nós, os gordinhos, ele fica parado. É como se fosse um portal. Você está ali, às voltas com caminhar, pedalar, flexionar, levantar, descer, esticar, encolher, inclinar, deitar... E o relógio nem tchum! Você só pensa na crueldade de Chronos, ali, imortal. Parado. Chega um momento que a gente até quase consegue enxergar o cara (sim, visões em pessoas sedentas em busca de oásis são comuns e em gordos com a circulação acelerada também).
Chronos é calmo. Não tem pressa. Tem todo o tempo do mundo que quiser. Também não tem pena dos gordinhos que ficam com seus olhinhos fofinhos olhando para ele em súplica. Chronos é impiedoso.

 E tem os relógios que estão parados mesmo, porque estão estragados. Aliás, relógio de academia ou está estragado ou fez convênio com Chronos. Resumo da ópera: aceita que é melhor!