Já que estamos no assunto do tempo, os relógios pendurados
nas academias ou levados conosco, estão sub judice de Chronos, o senhor do tempo eterno e imortal. Não tem outra explicação. É como se ao
entrar na academia, o tempo passasse de um jeito diferente. Para os sarados,
imagino que o relógio deva parecer acelerado. Para nós, os gordinhos, ele fica
parado. É como se fosse um portal. Você está ali, às voltas com caminhar,
pedalar, flexionar, levantar, descer, esticar, encolher, inclinar, deitar... E
o relógio nem tchum! Você só pensa na crueldade de Chronos, ali, imortal.
Parado. Chega um momento que a gente até quase consegue enxergar o cara (sim,
visões em pessoas sedentas em busca de oásis são comuns e em gordos com a
circulação acelerada também).
Chronos
é calmo. Não tem pressa. Tem todo o tempo do mundo que quiser. Também não tem
pena dos gordinhos que ficam com seus olhinhos fofinhos olhando para ele em
súplica. Chronos é impiedoso.
E tem os relógios que estão parados mesmo,
porque estão estragados. Aliás, relógio de academia ou está estragado ou fez
convênio com Chronos. Resumo da ópera: aceita que é melhor!

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