terça-feira, 23 de agosto de 2016

O tempo não passa na academia



Já que estamos no assunto do tempo, os relógios pendurados nas academias ou levados conosco, estão sub judice de  Chronos, o senhor do tempo eterno e imortal. Não tem outra explicação. É como se ao entrar na academia, o tempo passasse de um jeito diferente. Para os sarados, imagino que o relógio deva parecer acelerado. Para nós, os gordinhos, ele fica parado. É como se fosse um portal. Você está ali, às voltas com caminhar, pedalar, flexionar, levantar, descer, esticar, encolher, inclinar, deitar... E o relógio nem tchum! Você só pensa na crueldade de Chronos, ali, imortal. Parado. Chega um momento que a gente até quase consegue enxergar o cara (sim, visões em pessoas sedentas em busca de oásis são comuns e em gordos com a circulação acelerada também).
Chronos é calmo. Não tem pressa. Tem todo o tempo do mundo que quiser. Também não tem pena dos gordinhos que ficam com seus olhinhos fofinhos olhando para ele em súplica. Chronos é impiedoso.

 E tem os relógios que estão parados mesmo, porque estão estragados. Aliás, relógio de academia ou está estragado ou fez convênio com Chronos. Resumo da ópera: aceita que é melhor!

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