Todo o mundo diz que gordo ri à toa, ri à vontade, que gordo
é sorridente e risonho. Pois bem. Venho por meio desta, esclarecer direto da
fonte que gordo não ri. Gordo entra em reação. É mais ou menos o seguinte: cada
vez que o gordo acha graça de alguma coisa, começa aquele movimentinho embaixo
do estômago de um leve chacoalhar. Só que na pessoa magra, isso começa e
termina por ali. Naquela região do corpo. Conosco o negócio é diferente. A
mexidinha que inicia por perto do estômago pega aceleração nas ondas volumosas
e começa uma reação em cadeia. A gente começa a chacoalhar desde a parte alta e
interna da coxa até o meio do pescoço em um movimento seriado de baixo para
cima e de cima para baixo que é quase incontrolável. Resumindo a ópera, o riso
faz mexer da metade da perna para cima até a parte mole antes do pescoço. É até
difícil parar. Não raro, a gente tem que dar uma abaixadinha, segurar uma mão
na perna e inclinar o tronco para tentar controlar as ondas que insistem em
mexer. Bom, o que isso tem a ver com a academia? É que na academia, normalmente da vontade de
rir quando você está fazendo algum exercício. Você tem vontade de rir da
própria deficiência em subir, puxar, deitar, rolar para poder levantar.... E
quando dá vontade de rir fazendo bicicleta? Ai meu Deuuus!
Eu explico. Andar de bicicleta consiste basicamente em fazer o seu pé entrar em harmonia com o seu joelho e
juntos fazerem um movimento circular sincronizado de pressiona o pé, flexiona,
acelera e circula e assim vai: pressiona, flexiona, acelera e circula. No caso
da pessoa gorda, faz-se tudo isso e antes
de recomeçar BATE A COXA NA PANÇA. Fica algo assim: pressiona, flexiona,
acelera, circula e TAC. Pressiona, flexiona, acelera, circula e TAC. (O TAC
aqui é a batida na pança!).
Agora imagina isso tudo com o gordo rindo. Pressiona,
flexiona, acelera, circula e TAC,TAC,TAC. Aí dá mais vontade de rir. Pressiona,
flexiona, acelera, circula e TAC, TAC, TAC, TAC, TAC....
Senhor, ou ri ou pedala!

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